Taxa de juro de novos créditos habitação cai pela 8ª vez

Susana Pedro Editor: Susana Pedro

Taxa de juro dos novos créditos à habitação cai em maio pelo 8.º mês consecutivo, estando abaixo da média da zona euro, segundo o Banco de Portugal.

A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação diminuiu em maio pelo oitavo mês consecutivo, passando de 3,74% em abril para 3,71%, ficando abaixo da média da zona euro, conforme os dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

"Portugal apresentou a sétima taxa de juro média mais baixa, ficando abaixo da média da área do euro", afirmou o banco central. Em maio, "a taxa de juro média das novas operações de empréstimos à habitação do conjunto dos países da área do euro não se alterou (3,76%)".

De acordo com os dados do portal BPStat, a taxa de juro média dos novos empréstimos à habitação atingiu um pico de 4,27% em setembro de 2023, e tem vindo a descer desde então. Em maio de 2023, estava nos 4,13%.

Nos novos contratos de crédito à habitação, a taxa de juro média caiu 0,02 pontos percentuais em relação ao mês anterior, fixando-se nos 3,61% em maio, comparando com 4,24% no mesmo mês de 2023.

Nos contratos renegociados, a taxa de juro média aumentou 0,02 pontos percentuais em relação ao mês anterior e 0,09 pontos percentuais em termos anuais, para 4,06%.

Em maio, 76% dos novos empréstimos à habitação foram contratados a taxa mista (com uma taxa de juro fixa no início do contrato, seguida de um período com taxa variável).

O BdP assinala que "o aumento do peso das novas operações a taxa mista tem-se refletido na recomposição do stock de crédito à habitação, em que os contratos a taxa mista já representam 24% do stock de crédito à habitação em maio de 2024 (em dezembro de 2022 era 6,4%)".

As amortizações antecipadas de crédito à habitação representaram 0,91% do stock de empréstimos em maio, menos 0,02 pontos percentuais que no mês anterior.

As amortizações antecipadas totais (incluindo os contratos finalizados por amortização da dívida do devedor, consolidações de crédito em novos contratos e transferências de crédito para outras instituições) corresponderam a 91% das amortizações antecipadas em maio.

Globalmente, as novas operações de empréstimos a particulares (incluindo novos contratos e renegociações) totalizaram 2.542 milhões de euros em maio, menos 53 milhões que em abril.

O montante dos novos contratos de empréstimos a particulares aumentou 37 milhões de euros, fixando-se em 2.109 milhões de euros, sendo este aumento transversal às três finalidades.

As renegociações de crédito diminuíram 90 milhões de euros, totalizando 432 milhões de euros.

Segundo o BdP, "esta diminuição deveu-se, em grande parte, às renegociações de crédito à habitação, que diminuíram pelo quarto mês consecutivo (-84 milhões de euros, para 395 milhões de euros)".


Susana Pedro
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